Vou contar um pouquinho da minha experiência dos primeiros dias com o primogênito, a qual julgo a mais atrapalhada e mais "traumática". Não que eu não tenha passado por alguns causos com o Paulo (o segundo).
O dia do nascimento do João Pedro, foi bem complicado. Optei por parto natural, e quando finalmente o dia "D" chegou, minha bolsa estourou, não tinha plano de saúde e fomos para uma maternidade do SUS. Está história ganhará um tópico a parte, pois como disse foi bastante complicada. Mas passado o drama do nascimento, e quando finalmente escutei o primeiro choro do João Pedro, chorei copiosamente de alívio em saber que estava tudo bem com ele. A enfermeira o trouxe para eu vê-lo e disse que ia levá-lo para limpá-lo e fazer todos os procedimentos necessários. Olhei com muita atenção pra ele (neste momento começou as neuras de mãe), procurando marcas que pudessem identificá-lo. E ela saiu com ele dizendo que iríamos nos encontrar no quarto (“Aaahhhh! Me dá meu filho aqui!!”, pensei num rompante, mas continuei quieta esperando, que enfim, terminassem os procedimentos na sala de cirurgia).
Lembro de ficar na sala de operação, ansiosa para encontrá-lo (na real, morrendo de medo que alguém o sequestrasse). Mas foram longos 45 minutos de espera. Enfim, terminaram, e a caminho da enfermaria, no corredor, encontrei a bendita enfermeira com o João Pedro no colo e o Rodrigo já babando a cria. Olhei bem o rostinho dele, e ufa! Era mesmo o meu filho que estava ali.
Essa noite não consegui dormir, fiquei horas e horas olhando pro João Pedro e "chocada" com a nova realidade. Milhões e milhões de pensamentos, e possibilidades, e decisões a ser tomadas.
Neste momento, veio enfim a grande realidade à tona. Me tornei mãe! E aquele serzinho, tão pequenininho, indefeso, delicado e cheio de necessidades, dependia de mim. E eu tinha um monte de incertezas se daria conta do recado.
Ah! Também não consegui dormir direito, com medo, ainda o medo, de alguém sequestrá-lo. Recomendaram que eu não falasse depois da operação, mas eu falei (morri de gases depois). Coitada da minha mãe, eu vivia repetindo: “Mãe, não dorme. Não tira os olhos do João. Se a Senhora quiser descansar, me acorda”. Não dormia ela e nem eu. Hehhehehehe
Quando fomos pra casa, a preocupação mudou de ter medo do sequestro, por checar se ele estava respirando. Rezava pra ele dormir, mas quando passava de meia hora de sono, ia checar se ele estava respirando. Inclusive nas madrugadas. Não conseguia dormir direito se não escutasse a respiração dele. Neuroses de mãe!
Esse medo do neném parar de respirar deve ser universal, né? A Bel pegou a mama super fácil. De primeira. Mas, nem por isso, a amamentação foi mais fácil. Também vou fazer um post só pra isso. :-)
ResponderExcluirAff perdi meu comentario.. enfim.. eu tinha os mesmos mefos de sequestro e checar a respiração. Eu obriguei o Leandro a entrar na sala de cirurgia para "colar" no Arthur asdim que nascesse. Sobre a cesaria, nao tive quase nada de dor.. (Najila sua linda, eh te adoro).
ResponderExcluirPs: Najila é minha médica fofa.